O paradigma consciencial

Instituições conscienciológicas sustentam que a conscienciologia está fundamentada no assim chamado “paradigma consciencial”. Este, conforme explicam, é um modelo assentado sobre determinadas premissas:

  • O Universo é formado por dois elementos básicos: consciência e energia. Consciências somos nós, ou melhor dizendo, nossa essência (ser, espírito, alma), princípios criadores. Energia é a matéria-prima, inanimada, que permeia tudo. A energia pura, virgem, é chamada de imanente, enquanto a energia já manipulada pelas consciências é chamada de consciencial.
  • As consciências vão além do corpo físico e continuam a existir após a morte deste. A vida, em sentido mais amplo, ou existência, vai para além da  dimensão física, esta que conhecemos, e inclui dimensões com sutilidade maior, extrafísicas, que podem ser classificadas, didaticamente, como dimensões energéticas, emocionais e mentais.
  • Os seres evoluem, tornam-se cada vez mais aperfeiçoados e complexos. As formas mais simples de vida são chamadas de princípios conscienciais, como os microrganismos e as plantas, cuja manifestação é quase próxima à material ou mineral, ou à própria energia imanente. Um pouco mais evoluídos estão os animais em geral, cujas reações já se complexificam em direção ao que chamamos de emoções. No nível seguinte estão os seres humanos. Nestes, além da atividade biológica e emocional complexa, já manifestam atividades mentais e intelectuais. Os seres humanos também estão evoluindo em direção ao que conscienciólogos chamam de Serenões. São humanos que já estão próximos de dominar todo conjunto de manifestações biológicas, emocionais e intelectuais, podendo prescindir dos mesmos em breve.
  • A evolução também inclui a percepção e interação consciente com dimensões cada vez mais sutis. São as faculdades extrassensoriais, paranormais, como a capacidade para ver espíritos, auras, sair do corpo em viagens astrais, intuir o futuro ou eventos que ocorrem à distância, influenciar na matéria ou em outros seres. Através destas é possível também defender-se de agentes patológicos, denominados assediadores, mantendo a própria saúde em um nível maior do que simplesmente orgânico ou psicossomático.
  • A interação da consciência com a energia pode ser explicada em termos de veículos de manifestação, que são os corpos, cada vez mais complexos, que as consciências vão utilizando ao longo da evolução. A morte e o nascimento são apenas ciclos nos quais as consciências vão descartando os corpos antigos e obtendo corpos cada vez mais evoluídos. Microrganismos, por exemplo, possuem corpos físicos. Ao longo das mortes e renascimentos, vão se tornando mais complexos, como no caso dos vegetais, que têm corpos físicos e também energéticos. Animais têm corpos físicos, energéticos e emocionais. Humanos têm, em acréscimo, corpos mentais.

  • Além da complexidade no lide com as energias, a evolução também se dá em termos éticos, fazer o bem e corrigir o mal. Serenões, por exemplo, além de estarem perto de dispensarem os veículos de manifestação conhecidos, também já estão perto de terem resolvidos seus carmas ou pendências e erros com os demais. Por isso, estão perto de dispensarem a vida neste Planeta, partindo para níveis de existência diferentes e mais amplos. Este aperfeiçoamento cármico se dá por meio da assistência.
Ao longo de duas décadas, essa visão de mundo tem sido apresentada na introdução de praticamente todos os livros de conscienciologia destinados ao público geral, nas seções introdutórias de websites de diversas instituições e nos vídeos e cursos introdutórios oferecidos por elas. Entretanto, várias questões relevantes com respeito ao tema sequer são levantadas pelas publicações do grupo. É o que discutiremos a partir do próximo artigo.

Imagem: Pedro Marcelino.

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